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A Revista Índice é um periódico on-line de Filosofia, abrangendo todas as suas áreas, com periodicidade semestral. Sua política de seleção de artigos segue as normas de avaliação por pares, conforme exigido pelos principais órgãos indexadores. As normas para o envio dos artigos encontram-se na seção Normas para publicação, no menu desta página ou aqui .
Editores executivos:
Ulysses Pinheiro (UFRJ), Fabiano Lemos (PUC-Rio) e Marcos Rosa (UFGO).
Comissão editorial: Ricardo Barbosa (UERJ), Karla Chediak (UERJ), João Vergílio Cuter (USP), Déborah Danowski (PUC-Rio), Marcos André Gleizer (UERJ), Chantal Jacquet (Université de Paris 1),Fabiano Lemos (PUC-Rio), Lia Levy (UFRGS), Edgar Marques (UERJ), Ulysses Pinheiro (UFRJ), Marcos Villela Pereira (PUC-RS), Charles Ramond (Université Paris 8 Vincennes Saint-Denis), Ehel Menezes Rocha (UFRJ), Marcos Rosa (UFGO), Antonio Saturnino (UFRJ), Ludovic Soutif (PUC-Rio), Leonardo Teixeira.
Editorial
Entre a história da filosofia moderna e a história do mercado editorial especializado existe, evidentemente, uma estreita fraternidade. Não apenas porque o debate filosófico, como atestaram, por exemplo, Kant, Hegel e Foucault, encontrou a medida de sua modernidade também na modernização de seus novos meios de divulgação. Mas, mais fundamentalmente, como antes já havia percebido Lutero no momento em que tornava pública sua querela com Roma através da imprensa, a filosofia moderna, sob diversos aspectos, é uma consequência direta dessa revolução midiática que foi a emergência de um público leitor, e, mais especificamente, de um público leitor de revistas filosóficas.
Em um momento em que diretrizes acadêmicas e institucionais são tomadas no sentido de assinalar a (provavelmente imponderável) justa medida entre a importância de um trabalho filosófico e sua inscrição – e exposição – nos debates especializados, é preciso estarmos atentos para o tipo de valor de troca entre o autor e o leitor que revistas de filosofia parecem confirmar. Pois esse valor não pode e não deve ser anterior ao debate, ele não pode e não deve condicionar, sob nenhuma hipótese, um trabalho de reflexão.
É precisamente nessa direção que a Revista Índice pretende se fundamentar, reafirmando a idéia de que é a liberdade da filosofia, essa difícil liberdade, com seus labirintos e armadilhas, e com a qual precisamos ainda aprender a lidar, que deve dar lugar ao debate. O campo de discussões em que ela se circunscreve parte do princípio que, para cada artigo publicado, para cada série de questões levantadas, é preciso evitar constantemente a cristalização de critérios de leitura, de um modelo pré-determinado de leitores, de um valor definitivo para o que deve ser um autor e sua obra. Esses cuidados não são apenas propedêuticos, eles acompanham cada passo da investigação filosófica, eles são o próprio limite de nossa autocompreensão, como leitores e como escritores.
O que a Revista Índice procura elaborar são os meios para uma discussão filosófica especializada que seja capaz de sondar seus limites mesmos, integrando-os no ato da reflexão como a positividade que faz com que ela se estenda em direção ao outro, a uma interlocução arriscada, mas incontornável.
